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Em 1952, cientistas norte-americanos clonaram um embrião de sapo. Para tanto, pegaram o núcleo de uma célula embrionária de sapo e o transplantaram para um óvulo não fertilizado. Nessa data, a Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos recebeu para publicação em seus anais o manuscrito Transplante de núcleos vivos de células de blástula para óvulos de sapos enucleados. Os autores Robert W. Briggs e Thomas J. King Jr. apresentavam os resultados dos primeiros experimentos de clonagem de animais por meio da técnica de transferência de núcleo. Essa foi a primeira transferência de núcleo de célula embrionária, técnica usada em 1983 na primeira clonagem de mamífero, um camundongo. Durante a década de 1980, foram clonados ovelhas, vacas e porcos, entre outros animais.
Em julho de 1996, em Roslin, na Escócia, a clonagem adquiriu relevo e magnitude jurídica, com o nascimento da ovelha Dolly, da raça Finn Dorset, produzida artificialmente em laboratório a partir de um tecido não reprodutivo - a glândula mamária - obtida de uma ovelha adulta. O código genético das ovelhas era idêntico. Dolly, primeiro mamífero criado com a participação exclusiva de fêmeas foi criada pelo embriologista britânico Ian Wilmut e sua equipe. A experiência concretizou-se nos laboratórios do Instituto Roslin, empresa PPL Therapeutics, que patenteou Dolly, em associação com a Universidade de Edimburgo, na Escócia.
As reações foram variadas. O nascimento da ovelhinha provocou um rebuliço nos Parlamentos mundiais que, desde então, preparam comissões e projetos de lei para evitar que sejam criadas réplicas de seres humanos. O então presidente norteamericano Bill Clinton impôs restrições o uso de fundos federais (públicos) na clonagem de seres humanos. Alguns meses depois a Comissão Nacional de Conselho Bioética do país, dirigida por Harold Shapiro, analisou os aspectos éticos sobre a clonagem concluindo que produzir um embrião mediante transferência do núcleo celular somático é “moralmente inaceitável”.
A clonagem, como técnica muito evoluiu e, hoje, lhe são apontadas outras utilidades, entre estas sua aplicação com fins terapêuticos. Após a experiência com a ovelha Dolly, alguns cientistas, como o ginecologista italiano Severino Antinori, centram seus esforços para levar a cabo experimentos que possibilitem a clonagem da raça humana.
Em declarações dadas à imprensa mundial, Antinori confirmou sua intenção, que toma por base a técnica empregada para clonar Dolly. Isto significa dizer que da célula de um indivíduo masculino se extrai um núcleo, onde está a informação genética. O núcleo com esse material genético será transladada a uma célula ovo em um laboratório e é desenvolvido para convertê-lo em um embrião que será implantado em um útero, de modo que o resultado é a cópia genética do doador.
Num congresso de engenharia genética nos Emiratos Árabes Unidos, Antinori anunciou que, entre os milhões de casais estéreis que participam de seu programa, uma esperava um filho. A comunidade científica recebeu com reservas e desconfiança a notícia.

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