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Abr292009

18:13:56
Tipos de Metamorfismo
Um dos critérios para classificar o metamorfismo é a extensão da área atingida. Assim, e segundo este critério, definem-se dois tipos de metamorfismo:

Metamorfismo local:

O metamorfismo de contacto é um exemplo de metamorfismo local térmico. Este metamorfismo resulta da instalação de um magma, a elevadas temperaturas, no seio de rochas pré-existentes. Estas intrusões magmáticas metamorfizam as rochas circundantes devido, essencialmente, à sua elevada temperatura e à libertação de fluidos. 
A orla das rochas alteradas metamorficamente em torno de uma intrusão magmática designase auréola metamórfica (local onde se processam os metamorfismos). Esta zona vai desde alguns centímetros a centenas de metros, dependendo da temperatura da intrusão, da presença de água e fluidos e da natureza da rocha encaixante.
Uma intrusão magmática num argilito poderá produzir uma grande auréola, enquanto que, num arenito, ela será pequena. Os efeitos diminuem com a distância ao corpo intrusivo. A rocha metamórfica resultante depende do grau de metamorfismo e da rocha original. Se o metamorfismo é muito elevado, a estrutura da rocha original é totalmente destruída e formam-se corneanas.
No metamorfismo de contacto, o calor e os fluidos emanados pelo magma são os factores metamórficos dominantes, verificando-se uma recristalização mineralógica intensa. As rochas metamórficas formadas por este tipo de metamorfismo não são, no geral, orientadas, isto é, não apresenta texturas foliadas, dado o papel secundário da tensão.



Metamorfismo regional:

O metamorfismo regional deve-se a temperaturas e tensões moderadas a elevadas, bem como à circulação de fluidos. Por exemplo a
 colisão entre duas placas continentais (metamorfismo associado à formação de montanhas), colisão entre duas placas oceânicas (metamorfismo associado a arcos de ilhas vulcânicos), colisão entre uma placa oceânica e uma placa continental (metamorfismo associado a cordilheiras vulcânicas). 
As rochas de metamorfismo regional caracterizam-se por sucessivas fases de recristalização e de deformação, devido à acção combinada e crescente das condições de temperatura e tensão.
A xistosidade, associada a rochas deste tipo de metamorfismo, resulta desta conjugação entre deformação e recristalização.
Porém, uma vez ultrapassados certos valores de tensão e de temperatura, as rochas metamórficas iniciam um processo de fusão parcial, designado anatexia.
Este processo de anatexia ocorre já no domínio do denominado ultrametamorfismo, o qual marca a fronteira entre o metamorfismo e o magmatismo, isto é, entre a formação de rochas metamórficas e a formação de rochas magmáticas.







Classificação das rochas metamórficas

Um importante critério de classificação das rochas metamórficas é a foliação. Assim, podemos classificar as rochas metamórficas em dois grandes grupos: as rochas foliadas e as rochas não foliadas.


-Rochas não foliadas: formam-se, geralmente, a partir de rochas pré-existentes  constituídas apenas por um único mineral (à excepção das corneanas).
Ex.: corneanas (argilito), quartezitos (arenito), mármores (calcário)



-Rohas foliadas: tendem a desenvolver-se quando rochas pré-existentes polimenerálicas (constituídas por vários minerais) são submetidas a condições de tensão dirigida e de temperatura crescentes.
Ex.: Xisto argiloso, ardósias, filitos, xistos ou micaxistos, gnaisse (argilito)


 


Catarina5 · 2368 vistos · 9 comentários

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